sábado, 9 de abril de 2016

Vou-me embora para Emaús. A esperança acabou?


  
O vai-e-vem entre Emaús e Jerusalém

Quantas não são as vezes em que a gente se põe a caminho de Emaús? Corpo cansado a produzir um passo pesado. Afinal, as "ocorrências destes últimos dias" não estão para uma fácil digestão e os verbos da esperança parecem fluir mais soltos quando conjugados no passado.

Pois um dia desses, Cléopas e seu amigo disseram um ao outro: "Vamos voltar para casa. Vamos a Emaús, pois por aqui parece que tudo se acabou para nós."

Os acontecimentos dos últimos dias, em Jerusalém, haviam sido, além de intensos, desesperadores.

Eles mesmos se sentiam como que virados pelo avesso. O mestre deles havia sido morto já fazia três dias, e a instituição religiosa e política parecia cantar vitória uma vez mais. E sobre Jerusalém se levantava novamente o lamento que o próprio mestre havia entoado:

“Jerusalém, Jerusalém! Que matas os profetas e apedrejas ao que te foram enviados!...” (Mt 23.37a)

O lamento, porém, como que caía no vazio, na contramão da história. Pois Jerusalém cantava a vitória do status quo, da lei e da ordem, do controle e da força, da autoridade instituída e da interpretação teológica oficial, nessa verdadeira tentativa da domesticação de Deus.

Quanto a Cléopas e seu amigo, o mundo simplesmente havia ruído. As suas esperanças, primaveris como a vida, haviam achado o caminho do esgoto. Como eles mesmos dizem, num inconfundível tom depressivo:

"Nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel, mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais cousas sucederam."

Eu, com as mãos posto sobre o teclado, pensativo, paro por um momento. Em verdade, ao ler o texto (Lucas 24:13-34) que descreve a caminhada de Cléopas e seu amigo, de Jerusalém a Emaús, após Jesus ser morto, eu penso em nós e em nossa realidade. Eles falavam, deprimidos e cansados, sobre os acontecimentos de Jerusalém e eu penso em nosso pais e nesse estado de susto, insegurança e até de raiva no qual vivemos. Estamos cansados de ser enganados e submetidos a um sistema político insustentável e desligado da realidade, a uma crise econômica gerada por nós mesmos e nosso vilipendiado e corrupto sistema econômico. Os preços sobem, a inflação volta, a infraestrutura está carente, o sistema de amparo social está ameaçado, os políticos aumentam a verba partidária de forma assustadora e as prisões e delações, relacionadas a “Lava jato”, parecem não ter fim. A verdade é que está difícil esperar e acreditar que dias melhores estão a nossa porta.

A ponte

Fazer a ponte entre a Emaús de ontem e este Brasil de hoje é complicado e até complexo. Mas que a gente está profundamente revoltado e decepcionado com a “nossa Jerusalém”, isso está claro. Que as ocorrências destes últimos dias, como diz Cléopas, estão nos deixando com vontade de ir embora, isso também é realidade. E que, por vezes, os verbos da esperança parecem negar-se a ser conjugados no presente e no futuro, isso também é verdade.

É por isso que a gente até nem parece estar tão distante destes dois andarilhos a caminho de Emaús. Afinal, parece que eles decidiram cuidar da sua vida, pois com Jerusalém não adiantava brigar. E a própria esperança de um novo tempo --tempo messiânico -- havia murchado. O melhor caminho a seguir parecia ser aceitar este convite tão forte de ir para casa e cuidar da própria vida. Quantos de nós não temos passado exatamente por esta experiência. O Brasil, afinal, parece não ter jeito. O poço da crise econômica parece não ter fundo. Os políticos evangélicos não parecem ser diferentes dos outros e juntos eles montam os seus conluios. E, não por último, a nossa vida religiosa parece não querer mais brigar com Jerusalém e a gente parece querer se recolher para a intimidade da sobrevivência. 

A gente até continua lendo a Bíblia, indo aos cultos e saudando os irmãos. Tudo isso, porém, constitui-se numa espécie de culto da saudade. Doces memórias da alma. Mas já não se briga mais com Jerusalém e já não se espera por mudanças que venham a alterar o status quo. A gente vai viver em Emaús, resignado com Jerusalém e com saudades do tempo da esperança.

Mas há, nesta história contada por Lucas um elemento diferenciador. Diz o texto que "o próprio Jesus se aproximou, e ia com eles".

Jesus, com pinta de peregrino religioso voltando de Jerusalém, chega como quem não quer nada. Pergunta acerca das preocupações deles, dos acontecimentos em Jerusalém, e vai, desse jeito manso, chegando perto do coração deles. Num segundo momento, porém, Jesus assume a interpretação do texto e da realidade, da Bíblia e de Jerusalém. Será, pergunta Jesus, que não há outro jeito de ler o texto e interpretar as ocorrências destes últimos dias? Será que Deus não poderia estar atuando exatamente através destes acontecimentos que parecem ser tão estranhos e absurdos? Será que Deus não está escrevendo a sua história da salvação em meio a essa confusa história humana? Será que não é exatamente isso, que deveria acontecer, seus "néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram!"?

É preciso voltar para Jerusalém


Mais tarde, já sentados na cozinha da casa em Emaús, Cleópas e o seu amigo começam a relembrar essa conversa teológica/histórica de Jesus e ambos se lembram de como o coração lhes ardia naquele momento de ouvir profundo. O tempo havia passado tão rápido, justamente porque estava marcado por uma caminhada tão profunda: Essa silenciosa chegada de Jesus, com perguntas tão pastorais... Esta sua reinterpretação da Escritura que fazia arder o coração... Esta sua liberdade de aceitar o convite para chegar na cozinha da casa deles para tomar um café... Este seu gesto tão sacramental de repartir o pão... Este seu desaparecimento instantâneo como que a selar uma reviravolta completa na cabeça, no coração e nos pés daqueles dois discípulos do caminho da cruz... Mas agora é preciso voltar a Jerusalém justamente e também porque agora se sabe que Jerusalém não tem a última palavra!

Sacerdotes e autoridades, calai! Discípulos, acreditai! Passos cansados, revigorai! Coração deprimido, desperta! Que se processe uma nova leitura da Bíblia e se reconjugue o verbo da esperança, pois, o Senhor ressuscitou: 

"Então os dois contaram o que lhes acontecera no caminho e como fora por eles reconhecido no partir do pão." 

Até se pode entender que há na vida e na história momentos em que se quer voltar a Emaús. E Jesus até caminha conosco este pedaço da nossa jornada de vida. Mas, definitivamente, é preciso voltar a Jerusalém, pois é lá que se precisa contar a história que faz a diferença: Jesus vive! E esta diferença é tanto pessoal como política. 

É a diferença que nos coloca de pé no caminho da vida. É a diferença que anuncia e denuncia que Jerusalém, com seus religiosos e seus políticos não tem a última palavra. Que Jerusalém precisa saber que, quando Deus fala, há esperança para os cansados a caminho de Emaús --e Jerusalém precisa calar, por mais que murmure.

Voltemos pois, a Jerusalém, para contar esta história que nos alimenta com o pão de cada dia e nos faz reconjugar os verbos da esperança. Você me permite caminhar com você?

• Valdir Steuernagel é pastor na Comunidade do Redentor, em Curitiba. Faz parte da Aliança Cristã Evangélica do Brasil, da Aliança Cristã Evangélica Mundial e da Visão Mundial.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Homem é morto durante caçada com o vice-prefeito de Veredinha


A Polícia Civil irá investigar o assassinato de um homem registrado na tarde desse sábado, 20 de fevereiro, na zona rural de Veredinha, no Vale do Jequitinhonha. A morte de João Carlos ainda é um grande mistério e aconteceu durante uma caçada com amigos, entre eles o atual vice-prefeito do município, Geraldo Cordeiro de Carvalho (PSB), o Ladim Barbosa, de 51 anos.
As primeiras informações dão conta de que na tarde de ontem o vice-prefeito teria ligado para a Polícia Militar (PM), muito nervoso, informando sobre a morte de um dos amigos de caçada. O político também passou a localização do copo, que foi encontrado pelos militares em meio à floresta e já sem sinais vitais em um local conhecido como Estaquinha, próximo ao distrito de Mendonça.
Ao ser indagado sobre as circunstâncias da morte, conforme a PM, a ligação foi interrompida. O policial que atendeu ao telefone ainda teria tentado fazer novos contatos, mas não conseguiu mais falar com o vice-prefeito Ladim.
De acordo com informações iniciais da PM, a vítima João Carlos aparentemente foi alvejada por dois disparos de arma de fogo, possivelmente de armas diferentes. Levantamentos posteriores da PM também indicam que o homem não teria sido alvejado no local onde foi encontrado.
Os militares apreenderam uma arma que possivelmente estaria sendo utilizada pela vítima na caçada. A Perícia Técnica da Polícia Civil foi acionada e após os trabalhos de praxe, o corpo foi encaminhado para o Posto de Medicina Legal em Capelinha para realização de necropsia.
Policial Militar visualiza o corpo da vítima, encontrado em uma floresta próxima ao distrito de Mendonça, no município de Veredinha – Foto: Internauta / Via WhatsApp
fonte: Aconteceu no vale

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Grave acidente com moradores de Caçaratiba deixa uma vitima fatal


Foto: Kassiana 


Na tarde desta sexta feira (12/02/2016), aconteceu um grave acidente com um casal do distrito de Caçararatiba(Turmalina). Segundo algumas informações o acidente ocorreu na região entre o distrito de Caçaratiba e o Posto Vicente Francisco. 
De acordo com  informações que estão sendo apuradas a moto derrapou , o motociclista perdeu   o controle e sua esposa(Crisléia Maria) caiu debaixo de uma carreta e morreu na hora.O homem está no hospital São vicente de Turmalina com vários ferimentos.   

domingo, 24 de janeiro de 2016

Natal: o diálogo reinaugurado


Começamos a viver em clima de festa. As festas natalinas. Como será a imagem da ceia deste ano? Já não nos choca mais a cena da família sentada à mesa, de cabeça baixa, em silêncio, com os rostos iluminados por smartphones. Alguns até brincam, sugerindo que aquelas pessoas estão conversando umas com as outras de um modo novo. E que, nesse novo cenário, as crianças e os idosos têm voz. Eles também “postam” ideias e opiniões.


Então, a imagem que me vem, para o Natal de 2015, é a de uma grande mesa, cheia de guloseimas, aromas inconfundíveis, ambiente aconchegante; gente de todas as idades; embrulhos abertos, papéis de presente espalhados pelo chão e crianças felizes com seus brinquedos novos: smartphones ou tablets que lhes permitem participar, com os adultos, do recém-criado grupo familiar “Christmas Talk”.


Essa cena não tem som. Como se o áudio estivesse desligado. Mas não; é que estão de fato em silêncio total. Todos sentados, “festejando” em seus aparelhos maravilhosos. Uns enviam “selfies”, outros compartilham imagens do presépio, da estrela, dos magos, do menino na manjedoura. E a dona da casa, a única que levanta os olhos, está aflita porque a comida está esfriando.

A criança que acaba de ganhar seu aparelho novo já usa linguagem avançada: “Crc, vei, s mnn jsus ta snistr! Kkkkkkk” (“‘Caraca’, ‘véi’, seu menino Jesus está sinistro! Risos”). Se ainda não entendeu, consulte seu filho ou neto.

Por mais desconcertante que possa parecer essa cena e por mais que seja inquietante a realidade que ela retrata, penso, entretanto, que alguns elementos originais podem ser resgatados, caso haja espaço para uma palavra “analógica”. Talvez seja possível um momento em que alguém se levante e diga alguma coisa, com o uso de seu aparelho fonador. Neste caso, o que se poderia dizer que conectasse aquele momento com o verdadeiro Natal? Há algumas ideias.

Estão reunidos em torno de uma mesa. Tem gente, inclusive, que veio de longe. Estão todos juntos, em torno de um aniversariante. Só ele faz anos, nesse dia. Deve, portanto, ser considerado. Quem é? Quantos anos faz? Por que nos reunimos e celebramos, dando tanta importância à data?

Considere-se a “mesa posta”, que aponta para um Pai que deseja reunir seus filhos para uma ceia em família. E convida os que estão perto e os que estão longe para o banquete e para o diálogo. Uma festa que tem como ponto alto proximidade e entendimento. E assim celebra-se a família. O mistério da família de Deus, em Cristo.

Se for oportuno, as ideias do afeto e da comunhão devem ser trazidas. Mencione-se que esse Pai já havia “tele-falado” de muitas maneiras, anteriormente, maneiras mais “sinistras” que um WhatsApp, mas que nestes últimos tempos optou por chegar perto, física e afetivamente (Hb 1.1-3). Porque o amor quer abraçar, beijar, presentear, comer e beber junto.

O amor quer saber como anda a vida – os estudos, o trabalho e o coração – e se pode fazer alguma coisa para ajudar a resolver os problemas; quer orientar, quer carregar a carga, quer aliviar o sofrimento.

À medida que isso acontecer, aquele momento se tornará significativo e inesquecível. Porque Deus estava, em Cristo, reunindo seus filhos para um delicioso banquete (Lc 13.29).

• Rubem Amorese é presbítero na Igreja Presbiteriana do Planalto, em Brasília. Foi professor na Faculdade Teológica Batista por vinte anos e também consultor legislativo no Senado Federal. É autor de, entre outros,Fábrica de Missionários e Ponto Final. Acompanhe seu blog pessoal: ultimato.com.br/sites/amorese.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Acusado de matar bebê indígena integraria um grupo satânico, diz delegado

Leia Mais:http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,acusado-se-flagela-e-integraria-um-grupo-satanico,10000006642
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Matheus de Ávila Silveira, de 23 anos, é o único suspeito de matar a criança indígena e está detido em isolamento na unidade prisional da cidade. Os agentes contam que ele arranca a própria pele. A autoflagelação também ocorria na delegacia, onde tentou suicídio por asfixia, engolindo a espuma do colchão.
O delegado Rafael Giordani informa que não há dúvidas sobre a autoria do crime. Além dos vídeos da rodoviária e do Ministério do Trabalho, que fica na frente do local do crime, foram aprendidas na casa de Silveira roupas idênticas às usadas pelo homem que degolou a criança. O objetivo da investigação agora é entender as circunstâncias do crime.
Silveira integrava um grupo de jovens que se afirmava satânico. Na sua página do Facebook, postava imagens macabras e demonstrava gosto excessivo por medicamentos, drogas e bebidas. A polícia pretende descobrir se o assassinato tem relação com algum ritual. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".


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sábado, 12 de dezembro de 2015

'CHIQUINHA' SE CONVERTE A JESUS E DEMONSTRA FRUTOS DO EVANGELHO




De acordo com o site Mundo Cristiano, a atriz Maria Antonieta de las Nieves, conhecida como Chiquinha no programa do Chaves, aceitou a Jesus em seu coração no festival evangelístico realizado por Luiz Palau em Nova York em junho deste ano.

O site Fox News Latino, afirmou que Maria Antonieta, participou do evento evangelístico, o tradicional Harlem's Hispanic Christian, realizado em junho de 2015. Ela revelou sua converção ao cristianismo ao pastor Rubén Proietti, presidente da Aliança Cristã das Igrejas evangélicas da república da Argentina (ACIERA). Um membro filiado a equipe evangelística de Luis Palau, testemunhou que Nieves, "arrancou" de suas mãos o livro evangelístico que eles entregam aos que fazem oração por salvação.
"Logo veio a confirmação de que havia acontecido a decisão. Imaginem nossa alegria", disse Proietti.

Ao que parece essa decisão tem frutos, a famosa atriz participou de um festival no Paraguay no fim de semana passado. Nieves foi convidada pelo evangelista paraguaio, Juan Cruz Cellmmare. Ambos visitaram escolas e a penitenciaria de mulheres em El Buen Pastor de Assunção.

No patio do central da penitenciária "Chiquinha" compartilhou uma mensagem de esperança com centos de presidiárias presentes.


Nieves permitiu que todas pudessem tomar fotos e cumprimentou uma por uma, afirmou a publicação do diário argentino Día a Día.

"Quero dizer a vocês que estou muito feliz por estar aqui. Quando me disseram que viria ao Paraguai eu disse, Yupi! Bendito seja Deus", disse a atriz.


O evangelista paraguaio relatou que logo depois das atividades na penitenciária, em uma entrevista aos jornalistas, Nieves colocou a bíblia em seu peito e disse que através de Deus e Sua palavra é que vidas podem ser transformadas. Ela prometeu a Cellammare falar de Jesus em todos os lugares.

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Com informações Notícias del Hoy

domingo, 6 de dezembro de 2015

Acidente deixa vítima fatal em Turmalina




Na manhã deste domingo (06/12/2015) aconteceu um grave acidente com um veículo que transportava jogadores para uma partida de futebol comunidade de Campo Alegre em Turmalina.O acidente ocorreu quando uma D 20 que descia a estrada de chegada a comunidade de Campo Alegre rodou e capotou com sete pessoas na carroceria.Com o impacto uma vitima foi pressionada ao solo e não resistiu ,segundo algumas informações o homem que morreu neste acidente era conhecido como Carlinhos.Os outros passageiros da D 20 ficaram feridos e ainda estou apurando a informação de que existem dois em estado grave.
Em breve mais informações.