segunda-feira, 14 de maio de 2012

Em 2010 foi assim.... Tribal Generation







Esta chegando o

Tribal Generation Global 2012


Inspire-se
                 Renove-se
                                      Ouse



Espere para ver o que estamos preparando para você.

Visite já e garanta o seu lugar no encontro de todas as tribos.



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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Sofro de Distâncias





Carlos Moreira

Cresci sozinho. A solidão sempre foi boa companheira, nunca me deixou só. E solidão não é ausência de companhia, é a falta de si mesmo, é quando você não é um rosto na multidão, mas a multidão sem um rosto.

Nasci no tempo errado, tenho certeza. Pertenço a um mundo de impessoalidades, de pessoas indo e vindo sem saber ao certo o porquê de estarem fazendo tal coisa... É a era da virtualidade, da tela, dos bytes, dos pixels, da imagem. Foi-se o tempo em que existia o toque, o cheiro, o gosto. Agora tudo é superficial, artificial, digital.

Não sei se você se deu conta, mas, em nossa sociedade, é melhor ser singular do que plural. Aumenta a cada dia o número dos que existem sozinhos, dissociados. São solteiros tardios, pais sem esposas, mães sem maridos, filhos sem pais. A palavra “nosso” praticamente perdeu suas implicações e significados. Hoje tudo é apenas “meu”: meus sonhos, meus projetos, minha casa, meu carro, minha cama, meu dinheiro.

Olho para tudo isto e me acho desconforme. Sinto falta de gente. Apesar de sempre ter brincado sozinho, ansiava por um amigo, uma companhia. Tive alguns na vida, mas foram poucos. Hoje, não enchem nem uma mão. Dias difíceis. Tanta correria que não dá tempo para interagir, partilhar, realizar “trocas”, dar um abraço, bater um bom papo, ou mesmo ficar calado, um do lado do outro.

Moro num edifício, mas quase não conheço meu vizinho. O de cima e o de baixo não sei quem são. Mesmo depois de algum tempo, encontro gente no elevador que nunca vi. Não sei o nome dos porteiros, dos vigias nem dos zeladores. Gosto de ir sempre aos mesmos lugares, vejo gente que lá está, mas não sei de quem se trata. Na farmácia todos são anônimos. O mesmo acontece no posto de gasolina, na padaria, no pet shop e na livraria. Os rostos são familiares, mas as pessoas parecem não ter alma, são como zumbis, interagem comigo quase sem me dirigir palavras.

Como observador da existência, percebo que o fenômeno chegou também na igreja. Tudo vem se tornando impessoal. É tanta gente que não se sabe quem é quem. Alguns poucos você conhece pelo nome, todos os outros são apenas “irmãos”, mas não parecem fazer parte da mesma Família. Sim, não posso chamar isso de “Corpo”, mas de uma sacola de membros esquartejados, pois não há conexão entre as “partes”, não há ligamentos, nem ligaduras, apenas distâncias e silêncios, sorrisos pálidos e abraços gélidos.

Fui as Escrituras. Bateu-me certo desespero! O padrão que está lá é outro... O Novo Testamento nos indica o caminho: “sujeitai-vos uns aos outros; consolai-vos uns aos outros; amai-vos uns aos outros; saudai-vos uns aos outros; sede benignos uns para com os outros; perdoai-vos uns aos outros; exortai-vos uns aos outros; edificai-vos uns aos outros; confessai-vos uns aos outros; orai uns pelos outros; recebei-vos uns aos outros; não mintais uns aos outros; lavai os pés uns dos outros; suportai-vos uns aos outros; admoestai-vos uns aos outros”. Ler isso me deu certo alento: tênue, frágil e pequeno.

Devo adverti-lo, mesmo crendo que será totalmente inócuo, mas estamos todos na contramão! Não há Evangelho se não há o outro, pois, sem o próximo, não há caminho a ser caminhado, amarei a Deus, mas não terei como materializar esse amor amando o meu semelhante. É por isso que o “Pai” é “nosso” e não meu, e a igreja é reunião de “dois ou três” e não fé existencializada individualmente.

E assim, diante da máquina, que não ouve, não vê e não fala, termino essa noite, ou melhor, esse dia, pois já são 3:00h. da manhã. Pela janela vejo a cidade vazia, as ruas desertas, os apartamentos no escuro. Todos agora estão descansando, cada um no seu quarto, cada qual com seu sonho, pois até dormir é solitário. 

E para terminar, deixo-te a inquietante poesia de Denison Mendes: "o médico perguntou: "o que sentes?". E eu respondi: "sinto lonjuras, doutor. Sofro de distâncias."". Pensei comigo mesmo : "há, disso eu entendo bem."...


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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Varão, Jesus tem uma palavra pra você!




 Marcelo e Eunice



O povo adora uma profetada...


e diz que não...

O culto segue, oração, cânticos, testemunhos, palavra e benção apostólica.

Ao término as pessoas deviam se dar por satisfeitas por terem cantado, ouvido uma palavra participado das orações, mais o que acontece?

Fazem uma filinha para receber mais uma oração, uma revelaçãozinha extra, quem sabe Deus ainda não falou o que precisava.

Ai começa dar bóde...

As vezes entramos nessa de profeta meio que empurrado...

Comigo acontecia muito sempre após orar pela pessoa, ouvia a seguinte pergunta:

- O que Deus falou irmão? viu alguma coisa?

Quando falava algo, a pessoa delirava, falava em línguas, pulava, etc...

Quando falava que nada tinha visto, ou ouvido a pessoa baixava a cabeça e ficava triste.

O pastor, evangelista, obreiro, bispo, apóstolo, profeta que não tem bíblia na veia tem que recorrer ao misticismo a todo instante para ganhar o respeito de ser visto como homem de Deus, homem espiritual.

Quem conhece a Palavra, aconselha dentro Dela e não inventa modas para alegrar quem o procura, porém isto não é nada popular e também não dá lucro.

O que move a massa e traz muita grana são as bênçãos já! Por atacado, promessas de curas, prosperidade, unção e muito poder, fechando com previsões sobre o futuro.

A galera corre atrás disto, este é o evangelho respeitado, o evangelho aonde o pensar e o conhecimento é desprezado.

Quando descobre-se que o tsunami não é marolinha vem a decepção, o desespero e a tristeza de ter perdido tanto tempo e dinheiro correndo atrás destes mercenários da fé.

Desde sempre existe pessoas que tiram proveito da vontade que outras tem de ganharem rápido e de forma fácil o que não merecem.

São os famosos estelionatários, a cada dia inventam novas formas de ludibriar os que se acham muitos espertos.

Quem não lembra do bilhete premiado? Aposentadoria rápida ? Notebook apreendido? e tantos outros....

Todo dia sai nos telejornais, mas não faltam vitimas....

Assim são os que buscam atalhos nas igrejas, comunidades entre profetas ou pessoas que julgam ter mais intimidade com Deus.

Não passam de vitimas de sua própria ambição e do desprezo que tem pela Palavra de Deus.




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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Domingo da Igreja perseguida



Por Renato Vargens


O Domingo da Igreja Perseguida é um dia em que pessoas que se importam com a atual e crescente intolerância religiosa se mobilizam e agem em favor dos cristãos perseguidos.

Acredite: ainda hoje muitos são expulsos de suas casas e empregos porque seguem a Jesus Cristo. Muitas nações e governos demonstram seu descontentamento de forma cruel. Na Eritreia, por exemplo, cristãos são encarcerados em contêineres de metal. Preocupados com a honra da família, muitos pais não apenas permitem, mas causam a morte do familiar que escolheu o cristianismo.

Isto, posto, quero convidá-lo a instituir o domingo 03 de junho de 2012 como o domingo da Igreja Perseguida. Neste dia, intercederemos e clamaremos ao Eterno rogando que tenha misericórdia dos nossos irmãos que por causa de Cristo sofrem perseguição.

Para outros informações clique aqui e consulte o ministério Portas Abertas.

Renato Vargens

Isso não é Evangelho e sim feitiçaria.




Definitivamente essa Igreja Quadrangular não é uma Igreja cristã (sei que existem muitas Quadrangulares tementes ao Senhor, portanto não estou generalizando). Infelizmente os videos publicados na internet apontam definitivamente para uma igreja sincrética e distante do Evangelho da Salvação Eterna. (veja os vídeos abaixo). 

Caro leitor, vamos combinar uma coisa? Infelizmente algumas das liturgias evangélicas estão tão miscigenadas que um desavisado qualquer ao entrar em um de seus cultos pode pensar que entrou no centro de macumba. Ouso afirmar que o sistema comportamental e doutrinário do neopentecostalismo brasileiro se deve em parte ao famigerado sincretismo religioso. O que nos leva a entender que mais do que nunca, precisamos em nosso país resgatar os valores da Reforma Protestante, retornando a Bíblia, fazendo dela a nossa única regra de fé.

Isto posto, afirmo categoricamente que em hipótese alguma experiências mágicas esquizofrênicas, como supertições inequívocas e burrificadas devem nortear o comportamento de nossas igrejas, até porque, somos e fomos chamados pelo Senhor a vivermos um cristianismo equilibrado, racional, apaixonante e apaixonado por aquele que por sua infinita graça e misericórdia nos salvou.

Como inúmeras vezes afirmei neste blog, confesso que estou absolutamente perplexo e preocupado com os rumos da igreja evangélica. Chego a conclusão de que mais do que nunca a igreja brasileira precisa URGENTEMENTE de uma nova reforma.

Pois é, como costumava dizer o reformador João Calvino o verdadeiro conhecimento de Deus está na Bíblia, e de que ela é o escudo que nos protege do erro. Em tempos difíceis como o nosso, precisamos regressar à Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento.

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens





terça-feira, 1 de maio de 2012

Pendurado chuteiras, a fé e a harpa.


Ali, nos salgueiros penduramos as nossas harpas. (Salmos 137:2) 


Olá galera da força! A bíblia diz em 2ª Crônicas 36:15-23 sobre um povo que simplesmente desprezou e zombou de todas as mensagem vindas de Deus através dos mensageiros daquela época, despertando a ira do Senhor contra eles. Diz ainda que aqueles que tiveram mais “sorte” foram exilados na Babilônia (para serem escravos de Nabucodonosor) junto com todos os bens do templo, porém, assim como toda a cidade foi destruída, a outra parte do povo foi dizimada. Não, nunca zombe da mensagem de Deus!

Mas não é bem sobre isso que quero falar, mas sobre outro texto, que precisaríamos saber um pouco dessa história pra entender. Este texto está em Salmos 137. Ali o escritor fala sobre um triste momento, que era justamente este do exílio.

A expressão “penduramos as nossas harpas” me leva a pensar em jogadores de futebol, que quando se aposentam logo dizem: “pendurei a chuteira”, ou como Paulo quando disse na segunda carta a Timóteo 4:7: “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé.” Essa expressão demonstra desistência. E era realmente isso! Pela saudade e falta de esperança que sentiam não tinham mais prazer em tocar a suas harpas.

Gostaria de saber: existe algo que te faz querer pendurar a harpa? Existe algo que te faz querer parar de cantar ao Senhor? Parar de segui-Lo? Algo que te impede de prosseguir? Quer saber, assim como os exilados, realmente seu lugar não é aqui, e essas aflições realmente existem e talvez continuem existindo enquanto estivermos por aqui, mas não devem ser o motivo de desistência, jamais! Essas coisas não podem nos calar tampouco tirar a alegria de cantar! Parafraseando Jesus, eu lhes digo: tenham bom ânimo!

Não é tempo de pendurar harpas, mas de recolher forças para tocá-la!

Eu não faço ideia de quem é que precisa ler isso, mas sei que existe alguém, que assim como eu, precisava desse impulso do Espírito. Certamente este mesmo Espírito se alegrará, pois ao menos ao meu coração essa palavra foi ministrada.

Minha oração é para que não desistamos da seguir este alvo. Somos novos e temos força demais para pendurar nossa harpa. Amados, não existe aflição nem pecado que possa te prender. Creio que o arrependimento diário é primeiro passo pra alcançar a vontade do Pai. Novamente: esforça-te e tem bom ânimo!

Porém, se mesmo assim insiste em se desanimar quando confrontado com as dificuldades, então toma essa:

No Amor que excede todo entendimento,

Ivan Breno
Equipe Jovens da Palavra 2012
fonte: www.jovensdapalavra.blogspot.com.br

O Deus trabalhador saúda os trabalhadores do mundo!



Alan Brizotti

Em João 5. 17 Jesus disse: “meu Pai trabalha até agora”. Jesus abriu um ângulo profundo da natureza do Pai: o Deus trabalhador. O Deus que não vive numa ociosidade celeste, num eterno feriado, num marasmo divinizado. O Deus que se recusa a ser uma espécie de marajá da glória.

A grande questão é: por que Deus trabalha? O homem trabalha por infinitos motivos, sendo que os principais são: necessidade, independência financeira, subsistência, alguns por prazer. Deus trabalha porque se deleita em criar – sua primeira “profissão” na Bíblia é jardineiro – a arte da diversidade: das cores, aromas, formas e percepções.

Deus trabalha por amor. Confúcio dizia: “escolha um trabalho que você ame e não trabalhará um único dia em sua vida”. Deus trabalha sem a neurose do lucro nem o limite do cansaço. Ele trabalha em abertura e entrega total de si mesmo.

É inútil o trabalho sem alma. O exemplo do Deus trabalhador precisa ser encarado como um padrão para a nossa conduta diária. Deus não trabalha para si mesmo, mas para os outros – essa é sua constante humildade – para os outros! Foi o que Deus fez em Cristo. Dietrich Bonhoeffer escreveu que “Jesus foi o homem dos outros”.

O padrão para o homem vem do Deus trabalhador: assim como Deus trabalha para nós – a humildade – é assim que devemos ser. É o serviço dignificando, o trabalho destruindo o ego, a atividade criadora e transformadora – reflexos da imagem e semelhança – que nos ajudam a domesticar o egocentrismo tão arraigado na mente pós-moderna.

Na Ressurreição de Jesus há uma cena intimamente ligada a esse tema. Em Mc. 16. 3 algumas mulheres, a caminho do túmulo onde Jesus estava sepultado, diziam umas às outras: “quem removerá para nós a pedra da entrada do sepulcro?” Um grupo de mulheres preocupadas com o trabalho que teriam pela frente: pesado, braçal, difícil, arriscado, esqueceram do que Jesus disse: “meu Pai trabalha”. Quando chegaram ao túmulo o trabalho já tinha sido feito! Ressurgiu!

Antes que façamos qualquer coisa Deus já vem fazendo muito por nós. É essa a mentalidade que permeia os Salmos. Sempre que há alguma nota de gratidão pelo que Deus faz, ela vem seguida ou antecedida pelo que Deus fez. Assim, Israel louva a Deus pela terra prometida, mas principalmente, pela retirada porderosa do Egito. O amanhã será fruto do que Deus fez ontem! Deus trabalhou e ainda trabalha!

O Deus trabalhador saúda os trabalhadores do mundo!


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