quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Grupo de chineses aguarda o fim do mundo aboletados em "arca " tipo Noé



Arca chinesa, mas podia ser paraguaia
O chinês Lu Zhenhai, morador da região autônoma de Xinjiang Uyghur, é um dos muitos habitantes do planeta que acredita no “fim do mundo” dentro de poucos dias. Com medo que sua casa acabasse tragada pelo mar, decidiu construir uma embarcação apelidada de “arca de Noé”.

Segundo o Huffington Post, ele investiu todo o dinheiro que possuía, cerca de 1 milhão de iuans (300 mil reais) na embarcação que possui cerca de 80 toneladas. “Tenho medo que o fim do mundo ocorra em 2012. As enchentes vão destruir minha casa. Por isso, investi todas minhas economias nessa construção. Quando chegar a hora certa, muitos poderão se refugiar”, explica Zhenhai. O barco mede 21 metros de comprimento, 15 de largura e 5 metros e meio de altura.

Mas Zhenhai não está sozinho. O também chinês Yang Zongfu, morador da província de Zhejiang, também criou sua embarcação para o apocalipse, batizada de “arca de Noé da China”. Trata-se de uma espécie de contêiner redondo, que pesa 6 toneladas e é capaz de resistir a calor, água e diferentes tipos de impacto.

Ele gastou cerca de 1,5 milhão de iuans (quase 500 mil reais). Também afirma que já fez uma série de testes e afirma que pode levar com segurança três pessoas e alimentos suficientes para um período de 10 meses.

A criação do agricultor chinês Liu Qiyan também é uma cápsula redonda. Ela foi criada para resistir a terremotos, tsunamis e outros fenômenos naturais. Trata-se de um esqueleto de aço recoberta por uma “casca” de fibra de vidro. A esfera pode abrigar até 14 pessoas e possui tanques de oxigênio e lugares com cinto de segurança.

Liu desenvolveu o invento no quintal de sua casa, depois de, segundo ele, pensar sobre o tsunami na Ásia de 2004 e em filmes como ’2012′.

Afirma que já construiu sete dessas cápsulas e espera vender a ideia para governo e organizações internacionais.





Homem de pouca fé. Podia ter botado o dinheiro na fogueira santa e com o troco comprado uma fronha do Valdemiro e o perfume da bispa e aguardado o fim na cama, cheirosinho, que Gizuz vai arrebatar os fierrr do trízimo antes.


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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

POR QUE UNS VIVEM TANTO E OUTROS TÃO POUCO?


Por Josemar Bessa
Morreu Oscar Niemeyer, 104 anos e perto de completar 105. É uma looonga vida! Há algum tempo atrás um instrutor de paraquedismo do exército sofreu um acidente num salto de instrução. O paraquedas se embolou com o paraquedas reserva e ele caiu de uma altura enorme e apesar da queda quebrou apenas o braço… Sobreviveu de maneira incrível.
Em momentos assim, muitas vozes dizem que Deus “gosta” daquela pessoa em particular – “Alguém lá em cima olha por mim!”
E quando a pessoa tem uma vida longeva, 70, 80, 09, 100 anos. Imagine todos esses anos num mundo cheio de perigos, quantos livramentos aconteceram, quantas vezes se venceu enfermidades, acidentes… desde a infância.
Todo problema está sobre que interpretação o homem dá a isso. Na contagem dos livramentos nós tentamos achar a razão. E em nosso mundo, libertação é interpretada com aprovação. Se Deus não estivesse de alguma forma satisfeito ele teria deixado essa pessoa morrer, não teria dado tantos livramentos, não daria uma vida tão longa…
Olhando para a natureza da paciência de Cristo, longanimidade e tolerância para com os pecadores, qual é o veredicto da Bíblia? Ela mostra que o pecador erra ao tentar interpretar a paciência de Deus. Não havendo punição imediata sobre o pecado, dando continuidade a misericórdias temporais, o pecador faz a leitura oposta a que devia fazer: “Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te leva ao arrependimento?” Romanos 2:4
Devemos lembrar que a demora de Deus não é uma fraqueza moral. Não é uma visão tolerante para a vida do homem em pecado. Muitos põe sua fé, não na revelação bíblica de Deus, mas num aspecto que mais lhe agrade. Pensão então que porque Deus não puniu o pecado de uma vez só, nunca irá chamar o homem para a prestação de contas. Então ele morre cheio de fé, não no evangelho, mas na paciência de Deus.
Ao olhar a paciência de Deus experimentada em toda sua vida, o homem interpreta isso como sinal do favor divino, e ele morre assumindo que essa tolerância vai durar para sempre. Mas a tolerância não é aprovação. A tolerância divina não é absolvição, a tolerância divina não é o cancelamento da dívida. Esse tempo é apenas um atraso temporário do julgamento. Esse atraso está cheio de paciência, misericórdia, generosidade…
“Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te leva ao arrependimento? Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus” – Romanos 2:4-5
O atraso não é aprovação, ira vai sendo represada a medida que os anos vão passando. E nós sabemos que algo represado quando finalmente e liberado a destruição provocada é muito mais trágica.
Ajudemos aos outros a interpretar corretamente as misericórdias temporais de Deus e jamais olhemos as misericórdias de Deus como aprovação a tudo que Ele despreza, em nós ou no mundo.
“Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”. Isaías 55:5
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Fonte: Fides Reformata

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Ana Paula Valadão estará no 'Encontro com Fátima Bernardes' nesta sexta-feira




Ana Paula Valadão estará no 'Encontro com Fátima Bernardes' nesta sexta-feira

Ana Paula Valadão está a caminho de São Paulo para o Troféu Promessas que acontece na noite desta quarta-feira, dia 5, e para o Festival Promessas, no sábado, dia 8.
 
 
Além das gravações no 'Promessas', a líder do Ministério de Louvor Diante do Trono irá participar ao vivo do 'Encontro com Fátima Bernardes' na sexta-feira, dia 7.
 
O programa, exibido a partir das 10h30 pela Rede Globo, é comandado pela jornalista Fátima Bernardes.
 
No Facebook, Ana Paula escreveu: "Orem por mim, para que eu aproveite bem cada oportunidade de testemunhar do nosso Senhor! Nesta sexta-feira (07/12), 10:30h, estarei no 'Encontro com Fátima Bernardes' da Rede Globo."
 
Não perca Ana Paula Valadão no Encontro com Fátima Bernades
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Conheça os vencedores do Trofeu Promessas 2012


Conheça os vencedores do Trofeu Promessas 2012
Nesta quarta-feira, 5 de dezembro, aconteceu a premiação do Trofeu Promessas, no Teatro Geo, em São Paulo.
Organizado pela GEO, plataforma de eventos das Organizações Globo, o evento reuniu diversos nomes da música gospel em uma noite de festa.
Conheça os vencedores nas 11 categorias premiadas:
Pra Curtir – Marcela Taís
Revelação – Jotta A
Melhor CD Pentecostal – Damares – “Damares ao vivo”
Melhor Grupo –  Inesquecível
Melhor Vídeo Clipe – Voices – “Aguenta Firme”
Melhor Ministério de Louvor – Diante do Trono
Melhor Cantora – Fernanda Brum
Melhor Cantor – Thalles Roberto
Melhor CD – Thalles Roberto – “Uma história escrita pelo dedo de Deus”
Melhor DVD – Thalles Roberto – “Uma história escrita pelo dedo de Deus”
Melhor Música - Diante do Trono - "Me Ama"
GUIAME.COM.BR

Padre usa chicote para espantar crianças que comemoravam aprovação na escola. Menina pode ficar cega





'Chicote é a minha defesa pessoal', diz padre. Testemunhas dizem que uma menina de 12 anos foi atingida no rosto e pode ficar cega.


O Conselho Tutelar de Matinhos, no litoral do Paraná, acompanha a denúncia de que uma criança de 12 anos levou um golpe de chicote no rosto. De acordo com testemunhas, a chicotada foi aplicada pelo padre da cidade, Mansueto Pantarol.

O incidente ocorreu quando crianças comemoravam com ovos e farinha o fim do ano letivo do colégio que fica ao lado da igreja. Incomodado com a confusão, o padre chegou com um chicote para espantá-los.

''Os alunos comemoravam jogando ovos uns nos outros e dando gargalhadas. O padre se sentiu incomodado com a bagunça e pegou o chicote, e acabou acertando o rosto de uma garota''. explicou o delegado Messias Antônio Rosa.

“O que você faria se fosse na sua casa? Você não ia espantar? Esse incidente foi uma mínima coisa que aconteceu. Agora o padre é o ruim da história”, diz. O religioso ainda afirmou que o local virou uma praça de guerra, mas nega que o golpe tenha acertado a menina.

“O chicote é a minha defesa pessoal. Eu não uso arma, não sou policial e nem guarda municipal, mas eu tenho que cuidar da igreja”, conclui Mansueto.

O Conselho Tutelar de Matinhos orientou os pais da menina a registrarem um boletim de ocorrência na delegacia da cidade, e não passou mais informações sobre o incidente. Até as 19h20 não houve nenhum registro sobre o caso na delegacia da cidade. 

Bispo não aprova o ato

O Bispo Dom João, da Cúria Diocesana de Paranaguá, responsável pela Paróquia de Matinhos, disse que conversou com o Padre Mansueto. “O padre disse que não foi ele que feriu a criança nos olhos. Ele tem que zelar pelo patrimônio da igreja. Temos que assumir o erro do padre e que não é uma orientação da Diocese, para que o padre aja desta forma, com o uso de um chicote. Nunca tivemos nenhum problema parecido como esse. É um caso isolado”, disse.

O bispo ainda disse que “a atitude a ser tomada pela Cúria Diocesana de Paranaguá é apurar bem os fatos junto ao padre e a família da menina que disse que foi ferida. A partir disso, vamos verificar a posição a ser tomada.”

Confira a opinião de um blogueiro local, do Jornal Bem Paraná

Na última sexta-feira, 30 de novembro, por volta das 17 horas, alguns adolescentes, crianças ainda, comemoravam o fim do ano letivo no Colégio Estadual Gabriel de Lara, que fica no centro da cidade de Matinhos, no Litoral do Paraná. A comemoração, tipicamente adolescente, com muitos gritos de Viva!, Oba!, farinha, ovo e água, chegou até a praça da Igreja Matriz de São Pedro, vizinha ao colégio.

A partir daí, o que parecia uma inocente e alegre reunião, virou uma espécie de “revival” da Santa Inquisição (aquela caça aos infiéis da Santa Igreja, acontecida na idade média, que quase sempre terminava em fogueira ou chicote).

Incomodado, o pároco Mansueto Pantarol, conhecido por sua “truculência” canônica, incorporou Tomás Torquemada (o grande chefe da Santa Inquisição), apoderou-se de um chicote, isso mesmo, um chicote, e passou a açoitar os estudantes que faziam a “algazarra” na praça (que é pública, não pertence a cúria).

O resultado da insurreição foi trágico: uma adolescente seriamente ferida, corre o risco de perder a visão.

Na cidade nenhuma autoridade se manifestou sobre o assunto. Aliás, quase ninguém se manifesta, só uns poucos arriscam algumas postagens e compartilhamentos nas redes sociais.

O Padre Mansueto passou pelas paróquias de Ponta Grossa, Castro, Irati – onde também deixou polêmicas, além de Guaratuba, antes de chegar em Matinhos.

O que choca, além é claro da gravidade do ferimento na garota, é que um padre ainda pense assim, ainda comporte-se assim e acredite no julgo da chibata. Claro que é um fato isolado; claro que isso não é uma orientação do clero; é claro que toda obra da igreja não pode ser avaliada por esse evento, nem por outro evento isolado qualquer, mas, a igreja assim como todas as autoridades locais, não podem se calar.

O Blogueiro completa em outra postagem dizendo: 
O resultado da insanidade é uma menina que quase ficou cega e um garoto que foi atropelado por um ônibus ao fugir do padre.

O que pouca gente sabe é que não é a primeira vez que Mansueto Pantarol despiroca. Um dos relatos aliás é do mesmo dia pela manhã, quando várias pessoas afirmam ter visto o padre chicotear um cuidador de carros na praça. 

Há quem diga que a “surra” foi aplicada porque o rapaz não é cuidador oficial do local e a área é “dominada” pelo truculento ser.    

Para ver a reportagem da Paraná TV, clique AQUI.

Com informações do Bem Paraná/G1/Parana TV/Paraná Online




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sábado, 1 de dezembro de 2012

O cristão pode ter uma árvore de Natal em sua casa? Veja opinião sobre o tema





O cristão pode ter uma árvore de Natal em sua casa? Veja opinião sobre o tema
Quando chega a véspera do Natal surgem vários questionamentos no meio cristão sobre a validade bíblica da data, bem como se é conveniente ou não para um cristão usar em sua casa adornos e ornamentos típicos da época, como a árvore de Natal.
André Sanches, do blogEsboçando Ideias, escreveu recentemente um artigo para abordar o assunto, respondendo principalmente à ideia de que usar esse ornamento é pecado por remeter a antigos costumes pagãos. Segundo ele, esse tipo de dúvida surge principalmente por não ser abordado diretamente pela Bíblia, mas explica que pensando um pouco os cristãos podem chegar a uma opinião madura sobre o tema.
- O simples argumento de que algo foi usado por pagãos no passado não me convence de que não podemos usá-lo hoje. Isso porque os ímpios têm a capacidade de macular todo tipo de coisa em que põe a mão. Imagine, por exemplo, que os ímpios usavam o sexo (criado por Deus) em seus rituais pagãos. Então não vamos mais fazer sexo por causa dos ímpios? Os ímpios faziam cultos aos seus deuses debaixo de árvores frondosas (criadas por Deus). Não podemos então cultuar Jesus Cristo debaixo de uma bela sombra de uma árvore frondosa? – questiona Sanchez, que defende que em primeiro lugar está a intenção do ato.
O blogueiro afirma ainda que o objetivo de se colocar tal ornamento em sua casa não pode ferir nenhum mandamento bíblico, e afirma que é um absurdo proibir alguém de montar uma árvore de natal por que alguém usou esse ornamento no passado para adorar seus deuses.
- Se você coloca essa árvore em sua casa, e com ela faz qualquer oferenda ou faz qualquer adoração que não seja ao Deus Todo Poderoso, você está pecando por isso. Se acha que ela lhe trará prosperidade, sorte e coisas do gênero, também está no caminho errado – completa, lembrando também que o uso da árvore, como o de qualquer outra coisa não pode ser uma fonte de conflitos e brigas no lar.
Leia o texto na íntegra aqui.
Por Dan Martins, para o Gospel+

Veja vídeos, fotos, opiniões e tudo que aconteceu na audiência sobre “cura gay” com Silas Malafaia, Jean Wyllys e outros




Veja vídeos, fotos, opiniões e tudo que aconteceu na audiência sobre “cura gay” com Silas Malafaia, Jean Wyllys e outros
Aconteceu na tarde dessa terça feira, na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF), uma audiência pública para discutir o Projeto de Decreto Legislativo 234/11, do deputado João Campos (PSDB-GO). Apelidado de “projeto da cura gay”, o projeto de Campos tenta sustar partes da Resolução 1/99 do Conselho Federal de Psicologia que falam sobre a relação do profissional de psicologia quanto à orientação sexual de seus pacientes. De acordo com os presentes, a audiência foi marcada por muita bagunça e confusão, principalmente por parte dos ativistas LGBT presentes.
Presidida pelo deputado federal Luiz Henrique Mandetta, presidente da CSSF, e teve início às 14:40 horas, no Plenário 07 do Anexo II da Câmara dos Deputados. Além da presença dos parlamentares audiência, em forma de debate, contou com a participação do pastor Silas Malafaia, líder da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo; do presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABLGBT), Toni Reis; do presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Humberto Cota Verona; e da psicóloga Marisa Lobo Alves.
O primeiro a falar na Audiência foi Verona, que afirmou que a discussão sobre o tema é baseada “na perspectiva de alguns que guardam seu preconceito em uma gaveta de cristal”. O presidente do CFP pediu o arquivamento do projeto proposto pelo deputado Campos, afirmando que o conselho por ele presidido “tem poder supremo único” para definir o limite de competência do exercício profissional. A afirmação foi utilizada por Verona para combater o principal argumento de João Campos, de que a resolução do conselho extrapola a competência da instituição e restringe a atividade profissional dos psicólogos.
- Para que servem então os conselhos e o que fazer das leis que os criaram e definiram suas funções? – questionou Humberto Verona.
Clique aqui para o vídeo com a fala de Verona.
Discursando logo depois de Humberto Verona, Marisa Lobo rebateu as acusações de que a proposta tem como objetivo tratar a homossexualidade como uma doença, e afirmou que sua luta não é para promover preconceito, mas pelos direitos humanos. Segundo a psicóloga sua bandeira é pelo direito do cidadão poder desejar pessoas do mesmo sexo, mas também pelo direito de não desejar pessoas do mesmo sexo. Ela afirma que devemos conviver e respeitar as diferenças, e ressaltou que o respeito não obriga ninguém a concordar com o comportamento do outro e que isso também é um direito.
- Bandeira de direitos humanos não pode ser usada como uma arma ideológica das minorias contra as maiorias. Isso não é direito humano. Direito humano é para todos. Eu tenho meu direito humano e estou sendo massacrada por uma mentira que inventaram de que curo gay – declarou Marisa Lobo.
A psicóloga prosseguiu afirmando que existem sim ex-homossexuais porque, nesses casos, “na verdade, o indivíduo não era gay”, mas manifestava o comportamento homossexual como forma de defesa contra traumas decorrentes de abusos e outras situações vividas pelos pacientes. Segundo a psicóloga o que ela defende é a liberdade do psicólogo apoiar os pacientes nesses casos. Marisa Lobo conclui sua fala citando uma série de casos em que pessoas que apresentavam comportamento homossexual mas abandonaram esses comportamentos, mudando totalmente seu estilo de vida.
- A resolução acaba atrapalhando o profissional porque realmente a questão da homossexualidade é muito complexa, e pode sim uma pessoa apresentar comportamento homossexual sem ser homossexual. Mas se ele é homossexual legítimo, ele não vai ao consultório pedir para mudar a condição dele – concluiu a psicóloga, que declarou ainda que os ex-homossexuais existem sim, e que os parlamentares, como especialistas em direitos humanos, precisam reconhecer essas pessoas.
Clique aqui para o vídeo com a fala de Marisa Lobo.
Toni Reis falou logo depois de Marisa Lobo. Reverberando o pedido de Verona para arquivamento da PDC 234/11, o militante usou seu tempo na Audiência para discursar sobre a homofobia e sobre a laicidade do estado. Logo no início de sua fala, Reis citou a morte do jornalista Lucas Fortuna que, segundo ele, foi assassinado por motivações homofóbicas. Reis levou ainda o pai do jovem à audiência, fato que causou uma grande manifestação de apoio a seu discurso parte dos presentes.
Citando uma série de resoluções ao redor do mundo contra as, chamadas por ele, “terapias de reversão”, ele afirmou que se a homoafetividade for doença “todos têm de ter aposentadoria compulsória”. Reis relacionou ainda as terapias com homossexuais ao regime nazista.
Clique aqui para o vídeo com a fala de Toni Reis.
Rebatendo as declarações de Reis, o pastor Silas Malafaia iniciou seu discurso na comissão ressaltando que o tema a ser debatido não é a homofobia, mas sim as resoluções do CFP. O pastor mencionou ainda que Toni Reis utilizou mais de 70% de seu tempo para falar sobre homofobia, e não sobre o tema para o qual a Audiência foi proposta.
De acordo com Malafaia “todo paciente adulto com saúde mental tem direito de decidir sobre seu próprio corpo”. Questionando em qual teórico o CFP se baseia para afirmar que a questão da homossexualidade não pode ser tratada por um psicólogo, o pastor acusou a entidade profissional de fazer “ativismo gay”. Defendendo que o paciente é que tem do direito de definir se quer ou não ser tratado e que o CFP vai contra esse princípio, Malafaia afirmou que a resolução do conselho deveria ser “jogada no lixo”.
O pastor Silas Malafaia foi interrompido uma série de vezes durante sua fala, o que ele classificou como uma forma de tentar interromper sua linha de pensamento. Essas constantes interrupções fez com que o presidente da Audiência a esvaziar a sala, para que fosse retomada a ordem.
Durante a fala do pastor, o presidente da comissão, deputado Mandetta (DEM-MS), ordenou a retirada do Plenário de um ativista do movimento de defesa da população LGBT, por utilizar um símbolo nazista para se manifestar contra o pastor, o que caracteriza crime. Pedindo que a polícia legislativa recolhesse o cartaz, Mandetta afirmou que a comissão estaria denunciando o manifestante pelo uso do cartaz. Ele pediu ainda que o manifestante se desculpasse pelo uso do símbolo ofensivo, o que não foi atendido.
Clique aqui para o vídeo com a fala de Silas Malafaia.
O deputado e ativista gay Jean Wyllys (Psol-RJ) também foi repreendido pelo presidente da comissão, por ofender verbalmente o pastor durante sua fala. Mandetta ressaltou já ter pedido educadamente que o deputado respeitasse o pastor por cinco vezes e, por não ter sido atendido, pediu que Wyllys se retirasse da seção.
Deputados Jean Wyllys, Marco Feliciano, Pastor Eurico e Erika Kokay
Ao receber o direito de se manifestar, Wyllys ligou a proposta a movimentos religiosos e afirmou que por esse motivo não poderia haver discussão sobre o tema.
A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) declarou que a resolução apenas proíbe a “patologização” de comportamentos ou de práticas homoeróticas, assim como tratamentos não solicitados e acrescentou que, no debate, todos concordaram que qualquer pessoa com dificuldades pode procurar um psicólogo. “Ou todos concordam que há convergência de opinião ou explicitem o conteúdo homofóbico das suas posições”, sustentou a deputada.
Os deputados favoráveis ao PDC foram unânimes em dizer que a resolução do conselho fere a autonomia dos psicólogos e dos pacientes. João Campos argumentou, inclusive, que a medida do conselho fere a Constituição.
Segundo ele, a resolução fere princípios como os da razoabilidade, autonomia do profissional e livre arbítrio do ser humano de procurar o profissional que quiser. “Não podemos permitir que normas que ferem direitos fundamentais persistam”, declarou, segundo a Agência Câmara.
As constantes manifestações por ambas as partes durante o debate foi ressaltada pelo deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP), que lamentou o rumo tomado pela Audiência.
- Quando pensamos em fazer essa Audiência Pública, em momento algum passou pela nossa cabeça o baixo nível que infelizmente foi essa Audiência Pública. É lamentável isso. Viemos aqui para discutir um assunto científico, eu faço parte dessa comissão, quero ajudar no processo do relator, queria entender isso. (…) Em momento algum, desde a primeira audiência que foi feita, nós tratamos sobre assunto de preconceito, de homofobia… Embora que em todas as audiências fomos chamados de homofóbicos, de caçadores de bruxas e coisas mais. – declarou o deputado, que afirmou ainda que se fosse possível pediria que a Audiência fosse cancelada e riscada dos anais da Câmara.
Após a Audiência, a polêmica gerada pelo debate repercutiu também nas redes sociais.
Pelo Twitter, Marisa Lobo classificou a Audiência como um “barraco”.
- Para variar a audiência foi um barraco, bem produzido pelo dep d 13 mil votos senhor Jean que so falou mercadoria,discurso pronto só rindoo. (sic) – declarou a psicóloga, que declarou ainda que a violência contra os evangélicos “ficou estampada nas agressões verbais e gestuais” que sofreram.
Já deputado Jean Wyllys classificou os evangélicos como fundamentalistas, pela rede social.
- Eu acho que eu merecia ganhar por insalubridade nessa função de contraponto, na Câmara, desses fundamentalistas intolerantes, não é? – publicou o deputado.
O deputado Marco Feliciano se manifestou lamentando o comportamento dos presentes.
- Lamentei e lamento o comportamento de ativistas de ambos os lados, gays e evangélicos. Houve agressão verbal, incitações e palavras de ódio. – declarou Feliciano pelo Twitter.
Os vídeos completos do debate podem ser vistos no site da Câmara por esse link.
Veja mais fotos:
Marisa Lobo ao lado de Toni Reis e do deputado Marco Feliciano
Senador Magno Malta antes do início da audiência
Militantes se manifestando durante fala do pastor Silas Malafaia
Todas as fotos utilizadas nessa matéria foram publicadas no Twitter da psicóloga Marisa Lobo
Por Dan Martins, para o Gospel+